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Sua empresa está investindo nas funcionalidades erradas: como descobrir onde estão as oportunidades reais

O sprint está rodando. As features estão sendo entregues. A equipe de produto está ocupada. Só que os números não movem. A adoção é baixa, o churn continua no mesmo patamar, e ninguém consegue apontar, com clareza, o que está errado.


O diagnóstico que a maioria faz tarde demais

Quando uma feature não performa, o reflexo natural é procurar a falha na entrega: o desenvolvimento ficou incompleto, o onboarding não ficou claro, o marketing não comunicou bem. Essas causas podem até existir, mas tratá-las como origem é perder tempo.

A pergunta que precisa ser feita primeiro é mais simples e mais incômoda: essa funcionalidade resolvia uma necessidade real, ou uma necessidade que a gente imaginou que existia?

A diferença entre as duas é onde os investimentos se perdem.


O custo silencioso da suposição

A maioria das decisões de produto parte de uma crença interna sobre o que o mercado precisa. Essa crença pode vir de uma conversa com um cliente, de uma observação do founder, de um movimento do concorrente, ou simplesmente de uma intuição que fez sentido na reunião.

Essas fontes têm valor. Mas nenhuma delas é validação.

A diferença entre acreditar que uma necessidade existe e saber que ela existe é onde o investimento se perde. Quando a empresa constrói sobre suposição, está apostando tempo, dinheiro e atenção numa direção que pode não ter demanda real.

O problema é que essa aposta raramente aparece como erro imediato. A feature é entregue, o time passa para a próxima prioridade, e só mais adiante fica claro que a adoção não veio. O custo já foi pago.


Por que validar antes é diferente de pesquisar depois

Há uma diferença importante entre perguntar ao cliente o que ele quer e validar se uma necessidade específica existe no mercado.

Perguntar ao cliente gera preferência declarada, influenciada pelo que ele já conhece e pelas opções que consegue imaginar. Útil, mas limitado.

Validar uma necessidade é diferente. Você parte de uma hipótese precisa: acredito que empresas do segmento X enfrentam a dificuldade Y com frequência Z. Depois submete essa hipótese a uma consulta estruturada, com escala, e obtém dados sobre intensidade e prevalência dessa necessidade no mercado.

O resultado não é opinião. É dado. E ele chega antes de qualquer linha de código ser escrita.


O que a validação revela

Quando você valida uma necessidade antes de investir, três cenários possíveis aparecem com clareza:

1

A necessidade existe e é intensa

Sinal verde para avançar com mais confiança. O mercado sinalizou que o problema é real e relevante. O investimento tem base.

2

A necessidade existe, mas com baixa intensidade

O mercado convive com o problema, mas não o prioriza. Construir para isso pode ser prematuro, ou exige reposicionamento da hipótese antes de avançar.

3

A necessidade não se confirma

O que parecia óbvio internamente não encontra ressonância no mercado. Isso não é fracasso: é o melhor resultado possível antes de investir na direção errada.

Sem esse dado, os três cenários se parecem iguais antes de construir. E a decisão fica nas mãos da intuição de quem fala mais alto na sala.


Como funciona na prática

O processo começa com uma hipótese. Você formula com precisão a necessidade que acredita existir: quem sente, em que situação, com que frequência. Quanto mais específica a hipótese, mais útil o resultado da validação.

Com a hipótese formulada, você conduz uma consulta estruturada com o perfil de mercado que quer atingir. A resposta chega via escala: intensidade da necessidade, frequência, nível de satisfação com o que existe hoje.

Com esse dado em mãos, a conversa de roadmap muda de natureza. Não é mais uma disputa de opiniões sobre o que parece mais relevante. É uma leitura de onde o mercado está mal atendido e onde o produto pode ganhar posição com mais consistência.

Sem esse mapeamento, a priorização é uma aposta. Com ele, é uma decisão.

ICANmetric

O ICANMetric foi construído para esse processo. Você cadastra a necessidade que quer validar, define o perfil de mercado e a plataforma conduz a consulta por escala. O resultado é um dado claro sobre se a necessidade existe, com que intensidade e em que proporção, antes de qualquer investimento em desenvolvimento.

administrator
Entusiasta da cultura de resultados, atua desde 2019 apoiando empresas no alinhamento entre estratégia, metas e desenvolvimento organizacional. Já trabalhou com dezenas de organizações de diferentes portes e segmentos, ajudando líderes a estruturarem modelos de gestão com foco, clareza e consistência. Propósito é transformar estratégia em prática e decisões em progresso.

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